sábado, 3 de novembro de 2012

O PIGMEU E O GIGANTE


Nov 3, '12 11:08 AM
for everyone
 
 O MENINO POBRE
 
 30 de outubro de 2002   
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6 de outubro de 212

        
        
 
Dez anos separam estas duas edições. Uma foi publicada em 2002 e a outra chega hoje às bancas.
Duas capas da revista Veja exaltando dois homens do povo que, cada um a seu tempo, chegaram aos mais altos postos da República. À esquerda, o ex-presidente Lula em outubro de 2002, três dias após vencer a eleição. À direita, o Ministro Joaquim Barbosa, aos 14 anos de idade, quando era aluno de um colégio público em Paracatu-MG.
O primeiro nomeou o segundo pra ser ministro do Supremo Tribunal Federal.
Hoje em dia, este primeiro vive praguejando e babando ódio contra o segundo. Porque seu indicado obedece à Lei e à Constituição, e não à canalhice de quem lhe nomeou.
O primeiro não tem a menor idéia do que seja o funcionamento dos três poderes da República. O segundo é o guardião da Carta querege estes três poderes, “independentes e harmônicos entre si“.
O primeiro frustrou quem nele confiava e envergonhou um país inteiro. O segundo resgatou a nossa quase perdida fé nas instituições e vem orgulhando o Brasil decente com sua atuação firme e corajosa.
O primeiro, desmascarado, dá os passos iniciais no rumo do ostracismo e do merecido esquecimento. O segundo, desmascarador do primeiro, entra gloriosamente na galeria dos grandes heróis desta nação sofrida.
 
 
Foto: O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA  Erick Xavier  Vai começar a grande final! As torcidas estão preparadas. Todas com as cores e os emblemas do time no peito, hinos na ponta da língua e bandeiras na mão. Tem até carreata antes da grande partida e com certeza terá carreata depois da vitória. Choro de um lado e alegria do outro. Vai começar o maior espetáculo da terra!!! A Copa do Mundo? O Brasileirão? Não! As Eleições 2012.  Não poderia haver melhor comparação. E se podemos traçar um paralelo entre os jogos esportivos em seus aspectos positivos com os jogos do poder, podemos mostrar também as semelhanças com seus aspectos negativos: torcidas inflamadas, ameaças, brigas, golpes baixos, trapaças e... Morte!  Somente os psiquiatras podem explicar o que leva um cidadão, que você conhece em seu dia-a-dia, ir a um estádio de futebol e levantar uma balaústra contra alguém que ele não conhece, pelo simples motivo de o seu adversário usar uma camiseta diferente da sua, torcer para outro time, estar do outro lado.  Creio que somente os psiquiatras podem explicar também esta febre que a cada quatro anos assola a população das cidades jogando irmão contra irmão e vizinho contra vizinho. Uma epidemia que altera os ânimos e que deixa as pessoas obcecadas.  Claro que não podemos generalizar que todas as pessoas são iguais em ambos os casos, futebol e política. Mas uma coisa é fato nas duas situações. No fim das contas apenas alguns poucos levarão alguma vantagem no final do jogo. Os nossos atletas do futebol voltarão para suas casas com alguns milhões a mais no bolso enquanto o cidadão comum retornará para sua casa com suas contas a pagar. Os nossos políticos e apenas aqueles que pertencem ao seu circulo interno retornarão aos seus lares com o poder de governar o nosso lar, a nossa cidade. Enquanto nós voltaremos para nossas casas e teremos de olhar na cara de nossos vizinhos e de nossos irmãos, aqueles mesmos que a poucas horas discutíamos ferozmente por algo que de repente acabou.  A vontade de ganhar é tão grande que muitos maus eleitores com perfil de torcedor, esperam até a hora do seu voto para escolher aquele candidato que tem mais chance de ganhar. Percebam que esta escolha se apoia única e exclusivamente em uma aposta e em não perder esta aposta. Um desejo de estar entre o time dos vencedores, evidenciada pela frase mais abominável do processo eleitoral “vou votar neste candidato para não perder meu voto”.  Me desculpe caro cidadão, mas você já perdeu seu voto. Uma escolha tão importante ser tomada desta forma é jogar o voto no lixo, junto com toda a imundice e peso morto que arrasta este nosso Brasil para o retrocesso.  O eleitor que até agora se dispôs a ler este artigo, creio eu que se seja mais valoroso e que contribui com a realização da solidariedade humana. Creio eu que como ser pensante, instruído e aperfeiçoado não precisa estar agora revendo seu voto, pois como desejoso em ver a luz do conhecimento e da informação já escolheu seu candidato e independente de qual seja ele, creio eu também que tomou uma boa decisão pelo bem da pátria e da humanidade.  Pois eu quero crer e acreditar que nestas eleições a maioria fez uma boa escolha, não com medo de perder o seu voto, mas como medo de perder sua dignidade. Uma dignidade que se esvai ao ver no poder um oportunista que está lá por nossa escolha e por nossa vontade. Um reflexo do povo, um reflexo de nós mesmo.  Eu quero crer e acreditar que neste domingo o povo brasileiro, que deseja a ordem e o progresso, já se tornou a maioria e que tomando a nossa pátria pelas mãos e escolhendo um representante, fará destas eleições e da democracia o maior espetáculo da terra. 



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