domingo, 23 de setembro de 2012

NÃO SEI...Cora Coralina


Jul 22, '09 8:05 PM
for everyone



NÃO SEI... 

Não sei... se a vida é curta...Não sei... Não sei...
se a vida é curta ou longa demais para nós. 
Mas sei que nada do que vivemos 
tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. 
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, 
braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, 
lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, 
mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar.


Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas)





 20/08/1889 — 10/04/1985
É a grande poetisa do Estado de Goiás.

 Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa".
Em 1910, seu primeiro conto, "
Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. 


Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. 

Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP).

 Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "
O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". 


Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana.

Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.


Mulher simples, doceirade profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.



POEMINHA AMOROSO
Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
"Poeminha Amoroso"
Cora Coralina

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